Você já ouviu falar no laser transdérmico? Considerado uma tecnologia de ponta, ele é indicado para o tratamento, minimamente invasivo, dos  vasinhos e  das microvarizes (veias com até 3 mm de calibre) presentes na pele do rosto, colo e pernas. Entre as suas vantagens, destacam-se a recuperação imediata, a ausência de reações alérgicas e o menor desconforto (sem as temidas agulhadas).

Quer saber como o laser transdérmico pode ser usado para tratar as varizes quando elas estão começando a aparecer? Então, este artigo é para você!

Quando o laser transdérmico é indicado?

O laser transdérmico é indicado para tratar microvarizes e telangiectasias (dilatações capilares, artérias ou veias com menos de 2 mm de calibre, com coloração é vermelha ou roxa e cujo formato lembra o aspecto de uma aranha ou de uma rede).

O laser também pode ser usado no tratamento das manchas nas pernas. Mas nesse caso, elas precisam ser decorrentes das próprias varizes.

Como esse tipo de laser age no organismo?

O laser transdérmico usa o calor gerado pela luz infravermelha (processo conhecido como fototermólise seletiva) para aquecer o sangue e, com isso, provocar a contração e posterior oclusão do vaso comprometido. As aplicações são feitas na própria clínica e sem o uso de anestesia.  Para maior segurança e conforto do paciente todo o tratamento com laser transdérmico é acompanhado do uso da realidade aumentada.

A analgesia provém de um aparelho que faz o resfriamento da pele, soprando um jato de ar a -20ºC antes de iniciar o procedimento.

A quantidade de sessões necessárias para destruir os alvos pode variar de paciente para paciente. Geralmente, a melhora começa a aparecer entre duas a quatro semanas, sendo que o resultado ocorre por volta de dois meses após o término das sessões.

Quais são as contraindicações?

O laser transdérmico não é eficiente no tratamento de veias de maior calibre (acima de 3 mm de diâmetro) ou muito profundas em relação à superfície da pele, pois o calor não consegue atingir o alvo. Além disso, o procedimento deve ser evitado por:

  • pacientes com a pele mais morena, negra ou que estejam bronzeados, pois, a melanina aumenta a fotossensibilidade e, consequentemente, o risco de queimaduras;
  • pessoas com vitiligo (doença caracterizada pela perda da coloração da pele);
  • pessoas que usem medicações fotossensibilizantes (como a isotretinoína).

Como se preparar para o procedimento?

Recomenda-se que, antes de fazer cada sessão do laser transdérmico, o paciente fique uma semana sem se bronzear (ou, pelo menos, sem expor a área tratada diretamente ao sol). Como mencionado, o maior percentual de melanina faz com que a pele absorva ainda mais o laser, podendo sofrer queimaduras.

Como é a recuperação?

recuperação do laser transdérmico é imediata. Assim, as atividades rotineiras podem ser retomadas logo após a realização do procedimento, sem a necessidade de internação e repouso.

Por que o procedimento vale a pena?

Os tratamentos não cirúrgicos são bastante efetivos  no tratamento precoce dos vasinhos e das microvarizes, melhorando não apenas a aparência da área afetada, mas prevenindo seu aumento e piora. O procediemento deverá ser realizado por um médico angiologista ou cirurgião vascular devidamente treinado. Caberá a ele:

  • adequar a intensidade e o tempo de uso do laser ao tipo de pele;
  • checar a existência de doenças prévias e respectivas medicações;
  • avaliar se há necessidade de associar o tratamento a outros procedimentos.

Por isso, se você precisa cuidar de vasinhos e microvarizes, consulte um especialista o quanto antes. O laser transdérmico, quando adequadamente indicado e executado, gera um alto grau de satisfação entre os pacientes!

Se você tem interesse em saber mais sobre a técnica, agende uma consulta com um de nossos especialistas em angiologia. Afinal, somente o diagnóstico individualizado permite determinar a estratégia de tratamento ideal para você!