angiologia é a especialidade médica que realiza o diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico de doenças circulatórias (arteriais, venosas e linfáticas, especificamente). No entanto, boa parte desses distúrbios apresenta necessidade de tratamento cirúrgico, sendo este feito pelo cirurgião vascular, seja de modo tradicional ou por métodos minimamente invasivos. Assim, a cirurgia vascular é a responsável por tratar doenças circulatórias arteriais, venosas e linfáticas que não melhoram por meio da abordagem clínica.

Neste artigo, falamos mais sobre essas especialidades. Continue a leitura e conheça seus diferentes alcances!

Como a cirurgia vascular evoluiu nos últimos anos?

A cirurgia vascular surgiu entre as décadas de 1950 e 1960, quando o tratamento de doenças arteriais ainda era rudimentar e com resultados pouco animadores. Após anos de estudos e melhorias em materiais, técnicas cirúrgicas e suporte pós-operatório, o cenário evoluiu muito.

Por exemplo: hoje em dia, existem diferentes técnicas para o tratamento de varizes, as quais podem ser cirúrgicas e não cirúrgicas, como:

  • escleroterapia com espuma, também chamada de aplicação para varizes;
  • crioescleroterapia, a qual utiliza glicose hipertônica congelada;
  • laser transdérmico;
  • termoablação de safenas, mais conhecido como tratamento a laser de safenas e
  • cirurgia convencional.

Mas, além das doenças venosas, o cirurgião vascular também é indicado para atuar em casos de:

  • correção de aneurismas;
  • realização de revascularização de membros com isquemia;
  • correção de doenças nas artérias carótidas e subclávias;
  • confecção de fístulas arteriovenosas para pacientes com insuficiência renal crônica que necessitam de hemodiálise;
  • reabilitação de membros com gangrena e necessidade de desbridamentos e amputações.

Como exemplo da evolução na área, pode-se citar a cirurgia endovascular. Seus primórdios datam da década de 1960, com a criação de cateteres para a realização de um exame com contraste iodado chamado coronariografia — daí o termo popularmente conhecido como cateterismo.

Posteriormente, na década de 1970, foi criado o advento da angioplastia com balão. O procedimento é realizado para dilatar as artérias coronárias com obstruções.

A partir de então, as técnicas foram cada vez mais aprimoradas e passaram a ser aplicadas em outras artérias. Atualmente, a área da cirurgia endovascular representa o que há de mais moderno no tratamento cirúrgico das doenças vasculares. Graças à utilização de materiais delicados (como cateteres, fios-guia, endopróteses, entre outros), pode-se navegar através das artérias e veias e realizar o tratamento de obstruções vasculares e aneurismas sem a necessidade de cortes ou mesmo de incisões cirúrgicas.

Como é a formação de um cirurgião vascular?

O cirurgião vascular tem o desafio de tratar doenças graves e complexas, necessitando de alto conhecimento técnico para atuar em, praticamente, todas as áreas do corpo humano. Para sua formação, são necessários, no mínimo, quatro anos de treinamento em residência médica. Isso, somado aos seis anos da graduação acadêmica em Medicina.

Além disso, boa parte dos profissionais opta por cursar mais um ano ao final do treinamento obrigatório, realizando a complementação na área de angiorradiologia e cirurgia endovascular. Ao mesmo tempo, é possível optar pela realização de cursos de extensão, como em ecocolordoppler vascular (método de ultrassom muito usado para diagnóstico de doenças circulatórias).

Assim, na área da cirurgia vascular a busca por atualizações precisa ser contínua. Afinal, trata-se de uma especialidade em constante evolução!

Vale destacar que, no Brasil, a angiologia e a cirurgia vascular são representadas pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Cabe à entidade organizar, anualmente, o concurso para a conferência de título de especialista aos profissionais médicos dessas áreas.

Quando procurar um especialista em angiologia e cirurgia vascular?

O especialista em angiologia e cirurgia vascular conhece o funcionamento do sistema circulatório profundamente. Consultá-lo, mesmo quando o paciente apresenta somente vasinhos, é essencial para prevenir maiores problemas.

Aliás, as aplicações, por mais aparentemente simples que pareçam, devem ser realizadas somente por especialistas. Se mal executada, as injeções podem causar reações indesejadas, de hematomas a trombose venosa profunda.

Sendo assim, são sintomas de problemas na circulação, que não devem ser ignorados e precisam ser levados a conhecimento médico:

  • vasinhos e varizes;
  • cãibras recorrentes;
  • coceiras e formigamentos;
  • dores e inchaço nos membros, bem como alterações na pele do local afetado (linfedema);
  • sensação de peso nas pernas;
  • sensação de quentura ou ardência nos membros.

Além de procurar um especialista, também é necessário adotar medidas que ajudem a prevenir o agravamento dessas condições. Para isso, basta manter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e legumes, praticar exercícios físicos com regularidade e, não menos importante, evitar ficar muito tempo parado na mesma posição, para não sobrecarregar a circulação das pernas.

Onde tratar vasinhos e varizes no Rio de Janeiro?

Como mostrado, vasinhos e varizes, assim como os demais problemas circulatórios, precisam ser tratados com especialistas em angiologia e cirurgia vascular. Na Clínica Lis, localizada no Rio de Janeiro, RJ, temos um time multidisciplinar que conta com dois cirurgiões vasculares e endovasculares. Se você deseja prevenir ou tratar alguma doença circulatória, conte conosco!

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