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Mamoplastia de aumento: saiba tudo sobre a cirurgia

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A mamoplastia de aumento ou cirurgia de prótese de mama, pode ir além do desejo de querer aumentar os seios. Muitas vezes ela também é feita para restaurar o volume mamário após extrema perda de peso ou gravidez.

O preparo para fazer uma mamoplastia de aumento pode incluir exames laboratoriais, mamografia ou ultrassonografia, parar de fumar e evitar tomar medicamentos que possam aumentar as possibilidades de sangramento.

Como escolher a prótese de silicone

Cada mulher possui um tipo físico e um corpo diferente. Por isso, é importante conhecer todos os tipos de prótese de silicone antes de realizar a mamoplastia de aumento pois esse fator interfere diretamente no resultado da cirurgia.

A prótese cônica é mais pontuda, como o próprio nome já sugere. Consequentemente, o resultado da cirurgia pode apresentar seios mais empinados e projetados para frente.

A prótese redonda acentua o volume dos seios e preenche igualmente todos os espaços da mama. É o formato mais usado para mamoplastia de aumento.

A prótese anatômica simula o formato natural dos seios. É o mais usado em casos de reconstrução mamária.

Tipos de cicatrizes

Uma preocupação frequente para mulheres que se submetem à cirurgia de prótese de mama são as cicatrizes. Pergunte para o cirurgião sobre as opções de cicatrizes. Cada cirurgia é diferente, assim como cada seio. Portanto, incisões podem mudar de lugar de uma pessoa para outra. Existem algumas opções:

– Inframamária: corte entre 3 e 5 centímetros feito abaixo da mama de acordo com o tamanho da prótese de silicone. Fica embaixo da dobra dos seios.

– Periareolar: cicatriz fica somente ao redor da aréola.

– Transaxilar: incisão realizada na axila para inserção das próteses de silicone.

Como é a recuperação?

O período de recuperação pós mamoplastia de aumento pode durar alguns dias e é normal que o inchaço permaneça por até algumas semanas. Em um primeiro momento, a paciente terá limitação para exercícios físicos e algumas atividades cotidianas.

Cirurgia para retirada de tumores cutâneos

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A cirurgia para retirada de tumores cutâneos é recomendada quando o paciente precisa remover total ou parcialmente lesões na pele, sejam elas malignas ou benignas. Ela deve ocorrer após a devida avaliação de um médico, que deverá questionar sobre detalhes da lesão, como tempo de aparecimento, histórico familiar e sintomas associados.

Etapas da cirurgia

O planejamento da cirurgia para retirada de tumores cutâneos vai variar de acordo com a localização, tipo e tamanho da lesão que será removida. É normal que o médico peça uma biópsia antes para que a lesão seja estudada em laboratório.

No caso de lesões pequenas e benignas, a cirurgia costuma ser mais simples e com o fechamento da pele mais discreto possível. Para lesões malignas, é necessário ampliar a margem do corte com o objetivo de avaliar a lesão durante a cirurgia e garantir a retirada total da doença.

O tempo de internação do paciente vai depender da cirurgia que foi realizada. É normal que o local operado fique sensível e dolorido. Para uma recuperação completa, é importante evitar realizar atividades físicas que possam comprometer a cirurgia, usar as medicações receitadas de forma correta, trocar os curativos de acordo as recomendações médicas e proteger a cicatriz do sol.

Tipos de câncer de pele

Já mencionamos que a cirurgia para retirada de tumores cutâneos vai depender do tipo de lesão do paciente. Os tipos mais comuns de câncer de pele são:

– Carcinoma basocelular

– Carcinoma espinocelular

– Melanoma

Apesar da hereditariedade ser um fator de grande influência, é preciso ter cuidado com a exposição solar. O melanoma, por exemplo, tem origem nas células que produzem melanina e normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar. Segundo dados do INCA, 180 mil novos casos de câncer de pele surgem a cada ano. Visite um dermatologista com frequência.

Rejuvenescimento da pele

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O rejuvenescimento da pele serve, principalmente, para melhorar sua aparência e textura. Isso é feito através de procedimentos estéticos, que vão desde peeling químico até laser, e podem tratar rugas, sardas, manchas de sol, melasma, cicatrizes de acne, vasos sanguíneos visíveis, perda de tonalidade da pele, entre outros.

Como escolher o tratamento

A escolha do tratamento mais adequado para o rejuvenescimento da pele vai depender de pessoa para pessoa. O médico deverá fazer uma análise cuidadosa da pele do paciente para minimizar qualquer risco de resultados indesejados. É importante entender que, muitas vezes, os tratamentos deverão ter continuidade para que se mantenham os resultados alcançados.

Para isso, é essencial seguir algumas regras básicas, sendo que a principal é: proteção solar absoluta! A pele que está passando pelo processo de rejuvenescimento deve ficar protegida do sol para evitar pigmentação irregular.

Os resultados dos procedimentos para rejuvenescimento da pele vão depender, e muito, de como o paciente vai se cuidar. Vale lembrar também que nenhum tratamento é permanente e a pele vai continuar envelhecendo naturalmente.

Conheça alguns tratamentos

Como já foi dito anteriormente, existem diversos tratamentos para melhorar o aspecto da pele. Conheça alguns deles:

– Peeling químico: renova a camada superficial da pele trazendo brilho e minimizando a visibilidade de linhas finas e manchas.

– Laser fracionado: devido ao calor, remove as camadas superiores e médias da pele, melhorando a pigmentação e suavização de rugas.

– Luz intensa pulsada: indicada para tratamento de vasos, melanose solar e poros dilatados.

– Terapia fotodinâmica: melhora o aspecto da pele envelhecida em nível de textura e coloração.

A duração e resultados dos procedimentos para rejuvenescimento da pele vão depender de cada paciente. Converse com seu dermatologista para descobrir qual é o mais adequado para você. E lembre-se: o sol desempenha um grande papel no processo de envelhecimento! Invista também na prevenção e proteja a pele todos os dias.

Toxina botulínica: como funciona e para que serve

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As aplicações mais conhecidas para a toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, são aquelas que englobam a estética: suavizar linhas de expressão, eliminar rugas e pés de galinha. Porém, o que muita gente não sabe, é que este procedimento também serve para outras finalidades, tais como combater a enxaqueca e sudorese excessiva, minimizar a tensão muscular, entre outras.

Como ela funciona

A injeção da toxina botulínica enfraquece o músculo através do bloqueio dos sinais nervosos, evitando sua contração e, consequentemente, diminuindo as rugas faciais. Para que ela tenha o resultado desejado, é preciso escolher os músculos específicos com cuidado para que as expressões do rosto fiquem preservadas. O procedimento leva em torno de 15 minutos e não é necessário tempo de repouso ou de recuperação. Seu efeito dura, geralmente, de 3 a 6 meses.

Quando aplicar

O uso da toxina botulínica para tratamento estético em pacientes muito jovens não é recomendado, já que é não é comum o aparecimento de linhas de expressão residuais em pacientes na faixa etária dos 18 anos. Porém, as aplicações preventivas estão se popularizando cada vez mais, pois dessa maneira é possível evitar certas expressões faciais que contribuem para o surgimento das linhas de expressão.

Ao contrário do que muitos podem pensar, parar de usar a toxina botulínica não vai fazer com que as rugas piorem. O que vai acontecer é que as linhas de expressão apenas voltarão normalmente para o estado posterior ao da aplicação.

É importante frisar que a toxina botulínica não vai resolver todos os tipos de problemas de pele. Ela não repara, por exemplo, os danos causados pelo sol. Sua aplicação pode ser combinada com outros tipos de procedimentos estéticos, como peeling químico, preenchimento dérmico ou microdermoabrasão.

Antes de realizar qualquer tipo de tratamento, converse com seu dermatologista ou cirurgião plástico para saber qual é o mais indicado para você.

Lipoaspiração: entenda mais sobre a cirurgia

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A lipoaspiração melhora os contornos do corpo remodelando áreas específicas e removendo o excesso de depósitos de gordura. Este procedimento é indicado para pacientes saudáveis, dentro do IMC normal, para tratamento de gordura localizada. Portanto, ela não é tratamento para obesidade e não substitui hábitos de vida saudáveis.

Geralmente realizada sob anestesia peridural para se ter um melhor controle da dor no pós-operatório, ela também pode ser realizada em associação com outras cirurgias, como por exemplo a abdominoplastia.

Tire todas as dúvidas

Antes de realizar a cirurgia, é importante tirar toda e qualquer dúvida que possa surgir durante o processo pré-operatório. É completamente normal sentir ansiedade e expectativa em relação aos resultados esperados.

Também é normal que a lipoaspiração apresente alguns riscos, tais como acúmulo de líquido, má cicatrização, sensibilidade da pele, dormência, necrose da pele, danos em estruturas mais profundas como nervos ou vasos sanguíneos, trombose venosa, entre outros.

Complicações como falta de ar, dores no peito e batimentos cardíacos anormais devem ser relatados ao médico imediatamente.

Preparação para a cirurgia

Antes de fazer a lipoaspiração, alguns cuidados podem ser necessários: o paciente deverá parar de fumar (se for o caso), fazer exames de laboratório, passar por avaliação médica, tomar medicamentos específicos e evitar alguns tipos de remédios que podem aumentar o sangramento.

Como resultado da lipoaspiração, o paciente deve observar a melhora do contorno corporal após a diminuição do inchaço e da retenção de líquidos. Vale lembrar que a cirurgia não garante resultados permanentes e deve ser associada à prática de exercícios físicos e alimentação saudável.  

Diferença entre lipoaspiração e lipoescultura

Algumas pessoas podem confundir a lipoaspiração com a lipoescultura. Porém, esta segunda se define quando a gordura retirada de alguma região do corpo é usada para dar volume em outra área. Por exemplo, a lipoaspiração dos flancos e o enxerto dessa gordura no bumbum.

Mamoplastia Redutora

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A cirurgia para redução de mama, chamada de mamoplastia redutora, é realizada para reposicionamento dos tecidos da mama, redução e ascensão da aréola e, principalmente, redução do excesso de tecido glandular. Isso serve para tornar a mama mais harmônica e leve, melhorando a autoestima e a postura corporal da paciente, além de facilitar a prática de atividades físicas.

A mamoplastia redutora é uma boa opção para mulheres que se incomodam com o tamanho dos seios. Além disso, mamas muito grandes podem limitar as atividades físicas, ser a causa de dor nas costas, ombros e pescoço, irritar a pele abaixo do sulco da mama, deixar os seios flácidos e pendentes, entre outros fatores.

Entre os riscos que estão envolvidos na cirurgia plástica nas mamas estão: má cicatrização, alteração de sensibilidade no mamilo ou na própria mama, sangramento, contorno da mama irregular, alterações permanentes da pigmentação da pele, danos em nervos, vasos sanguíneos, músculos e pulmões, assimetria, rigidez excessiva, possibilidade de não poder amamentar, entre outros.

É normal que, após a cirurgia de redução de mama, a paciente sinta falta de ar, dores no peito ou batimentos cardíacos anormais. Se algum desses sintomas aparecer, é recomendável que um médico seja procurado imediatamente, pois a paciente poderá precisar de internação e tratamento adicional.

Como é a recuperação

A recuperação após a plástica das mamas inclui uma bandagem elástica ou um sutiã reforçado, que vão ajudar a minimizar o inchaço e sustentar os seios. Além disso, um dreno pode ser utilizado para drenar qualquer excesso de sangue ou fluídos que podem ficar acumulados.

Quanto aos resultados, o novo tamanho dos seios poderá melhorar a autoconfiança da mulher e trazer benefícios além da estética. Com a mama mais proporcional após a mamoplastia redutora, a dor e as limitações físicas não existirão mais.

Lembre-se sempre de consultar seu médico e tirar todas as dúvidas relacionadas ao assunto antes de se submeter a qualquer tipo de procedimento.

Lifting de face

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O lifting de face é uma cirurgia realizada em pacientes mais velhos ou com excesso de pele na região do pescoço (popularmente conhecida com papada). Neste procedimento, o excesso de pele na face e pescoço é retirado, além de ser realizado o reposicionamento dos tecidos da face, melhorando seu contorno e suavizando os sinais do envelhecimento.

Um ótimo aliado desta cirurgia de lifting de face, é a reposição de volumes no rosto, que são perdidos com o passar dos anos. Atualmente, essa reposição de volume é feita usando um enxerto de gordura que é retirado do próprio paciente.

Apesar de suavizar os sinais do envelhecimento, como já foi dito acima, o lifting de face  não muda a aparência da pessoa e também não para o processo natural de envelhecimento.

Preparação para o lifting

A preparação para o lifting de face requer alguns cuidados especiais. O paciente deverá fazer exames de laboratório, passar por uma avaliação médica, tomar alguns medicamentos, parar de fumar e evitar tomar anti inflamatórios e remédios naturais que possam aumentar o sangramento. Também é essencial que o paciente leve um acompanhante para servir de auxílio, pelo menos no primeiro dia após a realização da cirurgia.

Como toda cirurgia, o lifting de face também apresenta alguns riscos como cicatrizes desfavoráveis, sangramento, acúmulo de líquido, má cicatrização, dormência, despigmentação da pele, inchaço prolongado, dor, entre outros. Antes de se submeter a esta operação, faça perguntas e tire todas as suas dúvidas com o cirurgião plástico.

Cuidados no pós-operatório

É importante se atentar aos cuidados pós-operatórios, como os medicamentos que deverão ser tomados para ajudar na cicatrização e reduzir o risco de infecção, os cuidados com o local da cirurgia e acompanhamento com o cirurgião que realizou o lifting de face.

Pode demorar alguns meses até que todo o inchaço desapareça e os resultados comecem a ficar visíveis. Lembre sempre de proteger o local da cirurgia do sol e leve um estilo de vida saudável para ajudar a prolongar os resultados obtidos com a cirurgia.

Trombose venosa profunda e cirurgia plástica – como prevenir?

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A trombose venosa profunda é uma doença que afeta mais de 1 milhão de pacientes ao ano, de acordo com as estatísticas americanas e européias. Essa doença é gerada pela obstrução causada por coágulos nas veias profundas, e pode ocorrer em qualquer localização do corpo, sendo mais comum nas veias das pernas, coxas e pelve. Além de causar sintomas muito desconfortáveis, e poder deixar sequelas devido a obstrução permanente das veias, a trombose venosa pode também causar a embolia pulmonar. Esta ocorre quando o coágulo, ou trombo, presente dentro das veias se desprende e viaja até se alojar na circulação pulmonar, podendo gerar um quadro grave e até mesmo fatal, quando a embolia é maciça. Sendo assim, é muito importante conhecer os fatores de risco para essa doença e preveni-la da melhor forma possível para diminuir a ocorrência desse quadro.
O Brasil é o segundo país no ranking mundial de procedimentos em cirurgia plástica, e o primeiro quando consideramos o volume de cirurgias, com aproximadamente 1,5 milhão de cirurgias ao ano, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Com esse grande volume de cirurgias, e com a veiculação na mídia de casos fatais de trombose e embolia pulmonar, algumas questões são frequentemente levantadas pelos pacientes na consulta com o cirurgião plástico, como por exemplo: somente as cirurgias plásticas são causadoras de trombose? E de que forma podemos prevenir a ocorrência da trombose na cirurgia? Mantenho o uso de pílula anticoncepcional ou devo parar?
Respondendo a essas perguntas, devemos ter em mente que a prevenção já começa no pré operatório, com a pesquisa de fatores de risco já presentes no histórico do paciente, e que qualquer procedimento cirúrgico aumenta o risco de trombose venosa e embolia pulmonar. A grande maioria das cirurgias plásticas realizadas são classificadas como de baixo ou moderado risco para trombose, sendo maior com a realização de procedimentos combinados e de longa duração. Além disso, a chance de trombose aumenta com a presença dos seguintes fatores: idade avançada, tabagismo, episódio prévio de trombose no passado, presença de varizes, diagnóstico de câncer em atividade, doenças genéticas que predispõem à tromboses (trombofilias), gravidez, uso de anticoncepcionais orais e de terapias de reposição hormonal, dentre outros.
Em relação ao uso de anticoncepcionais, sabemos que o seu uso é responsável por aproximadamente 1/4 dos casos de trombose venosa em mulheres jovens, e esse risco aumenta quando associado a outros fatores, como as cirurgias. Como o risco parece diminuir logo após a interrupção do uso, é comum solicitar ao paciente que pare de tomar o anticoncepcional 30 dias antes da cirurgia, não havendo porém consenso na literatura científica. Por outro lado, também não há contra indicação formal ao uso de anticoncepcionais durante as cirurgias, sendo que a decisão de parar deve ser tomada pelo cirurgião, em conjunto com o paciente, pesando os riscos e benefícios para cada caso.
Como a melhor maneira de evitar a trombose é com prevenção, várias são as medidas tomadas para evitar a sua ocorrência. A medida mais simples e eficaz é retornar a andar o mais cedo possível após a realização de uma cirurgia, sendo este o único método necessário em pacientes classificados com baixo risco para trombose venosa. O uso de meias elásticas anti-trombo é outra medida simples e eficaz de ser adotada, e que pode ser aplicada para a maioria dos pacientes submetidos a cirurgia plástica. O uso de aparelhos de compressão, método conhecido como compressão pneumática intermitente, também é outra excelente opção para prevenção de trombose, porém depende de ser aplicado corretamente pela equipe de enfermagem e ter seu uso disponível pelo hospital. Além disso, quando o risco de trombose aumenta para moderado ou alto, devemos utilizar medicações para a prevenção, que podem ser aplicadas a critério médico. Em último caso, em pacientes de muito alto risco realizamos a combinação dos métodos citados, como compressão pneumática ou meias elásticas + medicações. Resumindo, considerando que a trombose e embolia pulmonar são as causas de morte mais “evitáveis” em pacientes internados e submetidos a cirurgias, o mais importante é que o paciente retire todas as dúvidas com o seu cirurgião, e que ambos conversem sobre a melhor estratégia de prevenção para cada caso.

Varizes, Crioescleroterapia e Cirurgia de Carótidas

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VARIZES

As  varizes de membros inferiores são dilatações anormais nas veias das pernas, as quais vão ficando progressivamente maiores e mais tortuosas com o passar do tempo.  Normalmente, são ocasionadas por defeitos na estrutura da parede das veias, associadas ou não à presença de refluxo na veia safena magna, com a qual podem possuir comunicação. Boa parte dos sintomas consiste em dores nas pernas, inchaço, coceira e cãibras. Além disso, as varizes podem complicar com ruptura espontânea, ocasionando sangramentos, e com a coagulação do sangue no seu interior, o que gera muita dor devido ao processo inflamatório local, conhecido como tromboflebite superficial. Em casos mais avançados, há o desenvolvimento de um quadro conhecido como insuficiência venosa crônica, com alterações na cor da pele, descamação e feridas próximas ao tornozelo, as quais apresentam-se com cicatrização dificultada pelo quadro crônico instalado. Essa situação ocasiona uma grande perda de qualidade de vida, sendo responsável por diminuição da capacidade de trabalho e afastamento temporário ou permanente do emprego.

O tratamento de varizes consiste na sua eliminação por retirada cirúrgica – cirurgia de varizes – ou por meio de injeções de medicamentos que geram irritação na parede da veia e causam o seu fechamento por um processo conhecido como fibrose. Normalmente optamos pela primeira opção,  sendo a segunda realizada atualmente com um medicamento misturado com ar, em forma de espuma densa. Desta forma temos mais potência para eliminar as veias dilatadas. O uso de medicamentos em forma líquida para injeção, a chamada escleroterapia convencional, fica reservado para o tratamento de microvarizes, ou aranhas vasculares, e de veias maiores, porém ainda não tão dilatadas, chamadas de reticulares. O tratamento cirúrgico possui baixa incidência de complicações (<5%), com o paciente retornando à suas atividades de trabalho em 7 a 14 dias, dependendo da técnica utilizada e da extensão da cirurgia.

 

CRIOESCLEROTERAPIA

A crioescleroterapia é uma variação da escleroterapia convencional, e consiste na injeção de glicose a 73%, um agente esclerosante, congelada a -40 graus Celsius. O objetivo é associar o efeito químico terapêutico já conhecido deste agente ao mecanismo físico de lesão aos pequenos vasinhos tratados durante a sessão. Com esta baixíssima temperatura ocasionamos também o dano térmico à parede da veia, além de provocar a sua contração, uma resposta natural ao frio, diminuindo o sangramento e hematomas após a punção venosa. Os principais benefícios da escleroterapia com uso do agente esclerosante resfriado são:

 

 . Mantém por mais tempo o contato entre o esclerosante e os vasos pela maior viscosidade

. O frio intenso e súbito aumenta a lesão da parede do vaso

. O descongelamento súbito cria microcristais e auxilia na destruição do vaso

. Alivia o desconforto do paciente pelo efeito analgésico do frio

. Diminui sangramento pela contração do vaso

. Menor quantidade de hematomas pós tratamento

. Menor quantidade de microtrombos

. Menor risco de pigmentação da pele

. Menor risco de úlceras

. Sem riscos de alergias

. Não impede a realização de exercícios

 

Assim, deixamos a escleroterapia convencional para o tratamento das microvarizes ou telangiectasias, e aproveitamos a maior potência da crioescleroterapia para tratar vasinhos maiores, porem ainda assim menores que as varizes (veias reticulares e venulectasias).

 

CIRURGIA DE CARÓTIDAS

As carótidas são as principais artérias responsáveis pela irrigação sanguínea cerebral, com trajeto através do pescoço e dos ossos do crânio, até atingirem localização intracraniana e dividirem-se em diversas artérias para o cérebro. O processo de aterosclerose, ocasionado por placas de gordura que se desenvolvem nos vasos arteriais pode acometer as carótidas, com essas placas ocasionando obstruções em menor ou maior grau. Atualmente, 85% dos acidentes vasculares encefálicos – AVE – são de causa isquêmica, ou seja, causados por uma interrupção no fluxo sanguíneo na área afetada do cérebro, o que gera dano aos neurônios e sequelas neurológicas.

Dentre os acidentes vasculares encefálicos isquêmicos,  aproximadamente 20% estão relacionados às placas de gordura, ou aterosclerose, das carótidas. O diagnóstico das mesmas é feito por meio de um exame de ultrassom especial, o qual avalia o fluxo através dos vasos sanguíneos, chamado de Ecocolordoppler. Com este exame, temos uma avaliação anatômica e hemodinâmica em tempo real das carótidas, com estimativa de velocidade de fluxo. Após sua realização conseguimos calcular o grau de obstrução arterial, além das características da placa de ateroma. Após este exame inicial, podemos utilizar outros, com maior detalhamento de imagem, para confirmar o achado  e planejar o tratamento cirúrgico.

A cirurgia convencional, conhecida como endarterectomia, consiste na retirada da placa de ateroma, que normalmente fica localizada na bifurcação da artéria carótida comum em artéria carótida interna e externa, com prolongamento para a interna. Outra opção terapêutica é baseada no tratamento endovascular, quando insuflamos um dispositivo por dentro da carótida com o objetivo de quebrar a placa e aliviar a obstrução, e em seguida implantamos um stent  (malha metálica tubular) no local para diminuir a recidiva. O objetivo final de ambos os tratamentos é sempre preventivo, ou seja, evitar que essas placas de gordura ocasionem o AVE. Cada método tem as suas vantagens e desvantagens, sendo a cirurgia convencional ainda o método de escolha para o tratamento, salvo em algumas situações específicas.

Em relação aos pacientes que merecem tratamento cirúrgico, normalmente indicamos quando estes já tenham tido um AVE relacionado a uma obstrução carotídea de pelo menos 50%, e em casos de pacientes que ainda não tenham apresentado um AVE, mas que possuem obstruções de pelo menos 70%, desde que tenham baixo risco cirúrgico e previsão de sobrevida de pelo menos 3 a 5 anos.

Tratamento de varizes a Laser

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O que é o laser e para que usamos?

Muito vem se falando atualmente sobre “tratamentos a laser”, abrangendo uma série de especialidades médicas e diversas doenças. Entretanto, o público em geral não compreende a origem dessa tecnologia bem como suas vantagens e desvantagens. A palavra  Laser é uma sigla derivada do inglês, que significa em tradução livre para a nossa língua “Amplificação da luz pela emissão estimulada de radiação”. Antes que haja qualquer preocupação por parte dos leitores, a palavra radiação não deve causar medo neste caso, uma vez que a radiação do laser é baseada em luz visível ou infravermelha, e portanto, não é causadora de doenças como o câncer.

O conceito de laser iniciou com as primeiras descrições de fótons de luz por Albert Einstein, e vem sendo aprimorado desde então, com o surgimento de diversas fontes emissoras, filtros, aparelhos e estudos sobre o comprimento de onda de luz utilizado e seus efeitos biológicos com emprego na área médica. O tratamento de varizes a laser, especificamente o de vasinhos na pele, ou laser transdérmico para varizes, utiliza atualmente a luz infravermelha, com comprimento de onda de 1.064 nanômetros, gerado por uma fonte emissora chamada de Neodímio:YAG (Nd:YAG).

O  objetivo do uso do Laser transdérmico para varizes é baseado no princípio de geração de calor quando este interage com o tecido biológico. Cada estrutura do corpo absorve a luz em uma intensidade diferente, e dessa forma, o calor gerado no alvo depende do Laser utilizado (comprimento de onda em nanômetros) e de qual é a estrutura que queremos que absorva a luz e seja submetida à geração de calor. Com isso, utilizamos o calor para destruir as estruturas alvo do tratamento, efeito conhecido como fototermólise. No caso de varizes, utilizamos o calor gerado pela interação do Laser com o sangue dentro dos vasinhos para gerar calor no seu interior e destruí-los de forma terapêutica. É claro que existem algumas limitações, normalmente associadas a vasos muito grandes e/ou muito profundos em relação a pele, já que dessa forma não há geração de calor adequada ou não há penetração do Laser na profundidade do alvo.

Sendo assim, a indicação do tratamento de varizes com o laser transdérmico é para eliminar os pequenos vasinhos que causam desconforto estético, como as microvarizes ou telangiectasias, bem como pode ser utilizado para veias um pouco maiores, azuladas e tortuosas, muitas vezes associadas às microvarizes. Para veias de maior calibre, devemos lançar mão de outras opções de tratamento, sempre visando o melhor resultado estético para o paciente.

 

Como é a sessão

 

Comparação com outras opções de tratamento – vantagens

 

Contra indicações?

Angiologia e Cirurgia vascular – o que é?

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A angiologia é a especialidade médica que realiza o diagnóstico e tratamento clínico das doenças circulatórias arteriais, venosas e linfáticas. Uma boa parcela das doenças circulatórias apresenta necessidade de tratamento cirúrgico, sendo este feito pelo médico cirurgião vascular. A cirurgia vascular é uma especialidade cirúrgica reconhecida mundialmente, tendo iniciado suas atividades nas décadas de 50 e 60, quando o tratamento de doenças arteriais ainda era rudimentar e com resultados pouco animadores.
Após décadas de estudos e melhorias em materiais, técnicas cirúrgicas e suporte pós-operatório, atualmente a cirurgia vascular periférica realiza o tratamento de diversas doenças, como por exemplo: escleroterapia de varizes, conhecida popularmente como aplicação para varizes ou aplicação de varizes, tratamento de varizes com espuma, tratamento de varizes a laser, cirurgia convencional de varizes, e tratamento com termoablação de safenas, também conhecido como tratamento a laser de safenas. São realizados também em clinica vascular: correção de aneurismas, realização de revascularização de membros com isquemia, correção de doenças nas artérias carótidas e subclávias, confecção de fístulas arterio-venosas para pacientes com insuficiência renal crônica que necessitam de hemodiálise, além do tratamento de membros com gangrena e necessidade de desbridamentos e amputações.
Para a formação de um profissional médico cirurgião vascular, são necessários no mínimo 4 (quatro) anos de treinamento em residência médica, somados aos 6 (seis) anos de graduação acadêmica. Atualmente, uma boa parcela dos profissionais opta por cursar mais 1 ano ao final do treinamento obrigatório, realizando a complementação na área de angiorradiologia e cirurgia endovascular. Além disso, ainda pode-se optar pela realização de cursos de extensão em ecocolordoppler vascular, método de ultrassom muito usado para diagnóstico de doenças circulatórias, somados também à constante busca de atualização em uma especialidade sempre em evolução.
Como exemplo de evolução constante temos a cirurgia endovascular, que teve os primórdios na década de 60, com a criação de cateteres para a realização de um exame com contraste iodado chamado coronariografia – daí o termo popularmente conhecido como cateterismo. Posteriormente, na década de 70 foi criado o advento da angioplastia com balão, realizado para dilatação de artérias coronárias com obstruções. A partir desta época, as técnicas foram aprimoradas e passaram a ser aplicadas em outras artérias do corpo. Atualmente, a área da cirurgia endovascular representa o que há de mais moderno no tratamento cirúrgico das doenças vasculares, uma vez que com a utilização de delicados materiais (cateteres, fios-guia, endopróteses), é possível navegar através das artérias e veias do corpo humano e realizar o tratamento de obstruções vasculares e aneurismas (aneurisma de aorta, por exemplo) sem a necessidade de cortes ou incisões cirúrgicas.
No Brasil, a angiologia e a cirurgia vascular são representadas pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV, entidade que organiza anualmente o concurso para a conferência de Título de Especialista aos profissionais médicos destas áreas. Diversas campanhas também são realizadas anualmente, para a conscientização da nossa população quanto à importância da prevenção e tratamento das doenças vasculares. Desta forma, observamos que o cirurgião vascular tem no seu dia a dia o desafio de tratar doenças graves e complexas, necessitando para isso de alto conhecimento técnico para atuar em praticamente todas as áreas do corpo humano.

Escleroterapia com espuma

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Nos dias de hoje, uma das principais causas de consulta com um médico angiologista ou cirurgião vascular é a doença venosa crônica. Aproximadamente 2/3 da população brasileira apresenta varizes de membros inferiores, sendo esta a principal manifestação da doença venosa. Diversos sintomas podem estar associados, como a dor com característica de peso em pernas, o inchaço nos pés e tornozelos, dormência nos pés, cãibras e formigamentos nas panturrilhas, dentre outros. Além disso, outra causa que leva os pacientes a procurarem um angiologista é o aspecto estético das varizes, causador de grande desconforto visual em quem as possui. Para o tratamento de varizes em consultório de angiologia , diversos métodos foram desenvolvidos ao longo de mais de um século, sendo a escleroterapia – conhecida como aplicação para varizes – o método mais difundido e realizado. Na escleroterapia, o médico angiologista ou o cirurgião vascular realizam a injeção de medicações com o objetivo de causar irritação local no interior das pequenas varizes (vasinhos), e promover com isso a sua destruição. Apesar da boa eficácia deste método para o tratamento de micro varizes, existe uma limitação para o tratamento de veias maiores, já que as medicações utilizadas não possuem potência suficiente para destruí-las.
A escleroterapia com espuma densa foi criada com objetivo de aumentar a potencia da solução injetada nas varizes, e com isso, aumentar a eficácia no tratamento de veias mais grossas. Já utilizado há muito tempo na Europa, o tratamento de varizes com espuma consiste no uso de uma substância chamada Polidocanol, misturado com ar ambiente ou com gás fisiológico (mistura pré-fabricada de O2 e CO2), criando uma solução formada por microbolhas contendo o polidocanol na sua composição. Isso promove um aumento na área de contato do Polidocanol com o interior das veias tratadas, aumentando a eficácia e permitindo também o tratamento de varizes de grosso calibre. As sessões são realizadas em consultório, com o auxílio de aparelhos de ultrassonografia, sendo necessário acompanhamento regular dos pacientes, já que no decorrer do tratamento podem haver flebites (inflamação das veias, especialmente mais grossas), e necessidade de drenagem das mesmas para melhor resultado, sendo a eliminação das varizes nos membros inferiores o objetivo final. Além da flebite, podem ocorrer também pigmentações da pele nas áreas que receberam o tratamento, sendo a frequência variável de acordo com alguns fatores: tipo de pele, concentração do polidocanol na solução com espuma e profundidade das varizes em relação a pele. Apesar de todas essas variáveis, o percentual de pacientes com pigmentação é de até 20% dos casos, sendo que a grande maioria regride com melhora espontânea em até 1 ano após o tratamento. Outra limitação ao tratamento com espuma é para pacientes com história de alergia ao polidocanol, enxaqueca ou com alterações cardíacas estruturais. Nesses casos o tratamento com espuma é contraindicado, devendo-se buscar outras opções terapêuticas.
Desta forma, observamos que o tratamento de varizes com espuma é uma boa opção de tratamento para pacientes com varizes grossas, com feridas associadas (úlcera venosa), e que possuem limitação à internação hospitalar e/ou ao tratamento cirúrgico convencional, já que todo o tratamento é realizado em consultório. Apesar do grande benefício aos pacientes, devemos nos recordar da possibilidade de pigmentações e das flebites, o que exige sempre um acompanhamento frequente por parte do médico angiologista ou cirurgião vascular.